Era tarde. Uma linda tarde de dezembro, em que por mais que o calor fizesse sua roupa colar a pele, era um dia feliz, E especial.
Clarice vestia um lindo vestido branco estampado com flores. Lembrara mais cedo que ele adorava flores silvestres. Ela o havia escolhido especialmente para a ocasião e com seus cabelos longos e negros cuidadosamente penteados em duas tranças, parecia uma menina que estava esperando ansiosa o passeio da tarde para comprar um sorvete.
A radiante felicidade não continha em seu pequeno rosto. Estava convicta que aquele dia era o melhor da sua vida, mal podia esperar para chegar logo ao local do encontro. E para a sua tristeza, mal podia imaginar o que a esperava.
Chegando ao ponto de encontro, que era o único banco em uma praça pouco movimentada na parte Sul da cidade, percebeu que ele não estava. –Cheguei cedo de mais- ela pensou.
E pacientemente ela esperou mais 1 hora....1 hora e meia....2 horas.....2 horas e meia.....CHEGA!
Como ele pode atrasar tanto? Pior, como ele pode faltar ao encontro mais importante e especial da vida dela?
Cuidadosamente ela enxugou as lágrimas que teimaram e escorreram sobre seu rosto, levantou-se e vagarosamente caminhou de volta pra casa.
Á um quarteirão de casa enquanto pensava em como o “Grande Amor da sua Vida” lhe prometera um pedido de casamento mais a deixou esperando num banco de praça, avistou um rapaz de pequena estatura correndo em sua direção. Era ele.
Em um súbito momento de alegria ela correu e se jogou em seus braços, porém depois, lembrou-se do fato de ter esperado por ele e ele não ter chegado.
Mais antes de ela lhe fazer qualquer reclamação, ele logo se apressou em dizer:
– Me perdoe meu amor, fiquei preso no transito e além do mais não podia comparecer ao nosso encontro sem uma coisa.
– O quê? –ela perguntou com os olhos cheios de lágrimas.
E ele ajoelhando-se no meio da rua-precisamente em frente a uma sorveteria- abriu uma caixinha de veludo e perguntou:
– Quer casar comigo ?
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